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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Chinatown, Bangkok

Snap shots in Chinatown, Bangkok. Read the blog if you want to read about food, books and travels.Snap shots in Chinatown, Bangkok. Read the blog if you want to read about food, books and travels.Snap shots in Chinatown, Bangkok. Read the blog if you want to read about food, books and travels.Snap shots in Chinatown, Bangkok. Read the blog if you want to read about food, books and travels.Snap shots in Chinatown, Bangkok. Read the blog if you want to read about food, books and travels.Snap shots in Chinatown, Bangkok. Read the blog if you want to read about food, books and travels.
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Chinatown, Bangkok, um álbum no Flickr.

Chinatown, Bangkok : Galeria de Fotos

 

Chinatown foi a primeira "atracção" que visitei quando cheguei a Bangkok.

 Quem já visitou sabe como é.  Aqui somos todos muito exigentes, já se sabe, e nem ninguém gosta muito de clichets mas é que há alguns que encaixam tão bem que até dá pena não calçar a luva. É banal dizer que a Ásia tem um picante aromático tão especial que nos contagia e deixa saudade em qualquer mortal fascinado pela vida e pela raça Humana? Então sou a mais banal das viajantes porque estas são as minhas palavras.

Para nós que amamos a comida, estão por todo o lado escondidas não uma mas muitas cerejas de todas as cores em cima de muitos bolos. Agora nestes próximos dias vou partilhar algumas  receitas, histórias e contos inspirados na Tailândia e no Camboja. Para introdução e como prometido, deixo-vos a minha galeria de flickr com algumas fotos de Bangkok em Chinatown.

Escusado será dizer que não lhe fazem justiça mas penso que mostram um pouco da diversidade. A forma como esta Chinatown está organizada é extremamente eficaz, dividida em pequenos “bairros” de especialidades. Há ruas e ruas onde só se vendem sapatos. E outras onde tudo o que existe no Mundo são ganchinhos para o cabelo. Os preços são acessíveis e é fácil de lá chegar de tuk tuk ou taxi ( o taxi na Tailândia é mais barato do que o tuk-tuk, mas tens que pedir ao taxista para ligar o "taximeter". Gastei imensos bhat em tuk tuks até descobrir que os taxis com "taximeter" eram bem mais baratos.

[AFG_gallery id='2']

Galeria completa no Flickr Eating Tales 

Bangkok não é uma cidade assim tão barata para nós Portugueses. 

A comida e estadia sim, mas os bens de "luxo"- roupas das “lojinhas da moda”, cigarros, bebidas alcoólicas, comidas ocidentais - são mais baratos do que cá mas não assim tanto. Em alguns caos, o preço é semelhante.

Fora de Bangkok é muito diferente e os preços baixam consideravelmente ( excepto no caso das Ilhas e praias – que, claro, são já autenticas máquinas de fazer dinheiro). Até mesmo em locais que não deixam de ser turísticos - como Kanchanaburi e Pak Chong, que são zonas com florestas e paisagens selvagens perto de Bangkok e recebem um número considerável de turistas- mas arranjaram maneira de manter os preços baixos, com qualidade e um ar genuíno. São sítios que o turismo não estragou porque são tão selvagens e puros que nada os tira do seu pedestal de “cidade na selva Asiática” .

Em Chinatown de Bangkok, não há limites para o que se pode encontrar à venda. A nível de comida, senti-me tantas vezes ignorante em relação aos nomes das coisas e é tão bom! Sumos de todas as frutas frescas, todo o tipo de legumes, carnes, peixes, mariscos, ervas, especiarias, molhos, doces, pães, comidas já feitas, em sacos de plástico, em folhas de bananeira, em cascas de côco, em caixas de papel, de cartão, de plástico. Sacos de arroz de todos os tamanhos. Ovos pintados de azul e côr de rosa.

Gosto tanto de me sentir assim, como um burro a olhar para um palácio. Havia de ser burro todos os dias para ver coisas que me pasmassem.

 

 

 

 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Chinatown de Bangkok - peixes zombie e sumo de romã.

Snap shots in Chinatown, Bangkok. Read the blog if you want to read about food, books and travels.

Estamos em Bangkok! Andei a sonhar com esta cidade e os paraísos culinários que aqui ía encontrar mas tenho que admitir que não estava preparada para algumas das coisas que tenho encontrado. Expectativas superadas.

Esta foto foi tirada em Chinatown - um lugar que tem que ser visto. As cores e odores das ruas onde se vende comida são avassaladores. Muitas vezes no mau sentido.

Não aconselho a pessoas mais sensíveis pois os animais mortos estão expostos de formas que podem ser consideradas cruéis.

Fiquei particularmente impressionada com uma técnica que utilizam para conservar os peixes vivos já depois de cortados ao meio. Prendem-nos de cabeça para baixo com uns ganchos que atravessam a barriga e eles ficam ali a agonizar entre a vida e a morte, meio zombies.

Por outro lado os chás em folha, as especiarias, os sumos e as frutas fresquinhos e os sorrisos dos Asiáticos compensam a viagem. Largamente.

Estranhei a falta de turistas na área. Aqui em Bangkok há turistas em todo o lado. Talvez fosse muito cedo. Não tenho dormido quase nada com o calor e a excitação e neste dia penso que às 8 da manhã já andávamos em Chinatown. A nossa guesthouse era lá perto.

Recomendo, já agora, o restaurante da nossa guesthouse, River Vibe. Comida muito boa com uma vista fabulosa para o rio e para a cidade. Os preços andam á volta dos 120 bhat por prato - 3 ou 4 euros, por aí.

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Queria escrever mais. Tenho tantas fotos de Chinatown!

Mas estou no telemovel, são 7:40 da manhã, estão 30 graus e vou só ali à piscina num instantinho. Até já! V

domingo, 4 de novembro de 2012

Food Revolution

Food Revolution- Uma animação de activismo alimentar.

Então já andava com ideia de fazer uma animação ao estilo "story-board", onde eu pudesse expôr uma ideia com a ajuda de algumas imagens. Encontrei um software profissional na net e com a free trial fiz isto e adoro.

Heis que nasceu o 1ª vídeo Eating Tales - Food Revolution.

Se se indentificarem e concordarem com a mensagem: partilhem, copiem, distribuam, editem, melhorem.

Obrigada! <3 V

Activismo Alimentar: A ideologia por detrás do ET.

Activismo Alimentar: A ideologia por detrás do ET.

Para além do principal foco na comida como veículo artístico e património cultural , às receitas, contos e viagens junta-se uma componente de Activismo Alimentar. O Eating Tales quer promover a importância de uma alimentação saudável e ecológica como fonte de bem estar pessoal e global. Como ferramenta de evolução social e espiritual. E este ambiente está presente em tudo o que se escreve e sente.

Aqui vais poder ler como a comida e as tradições culinárias do Mundo são pontos de partida para verdadeiras histórias e memórias mas também que comer de forma reflectida e o mais naturalmente possível tem um forte impacto no nosso bem estar a muitos níveis. Vamos entrar pelos caminhos da sustentabilidade mas também pelos da espiritualidade, incontornável dimensão da nossa cultura.



Comer Amor – Catering e Workshops Bio Gourmet

Acreditamos que está em curso uma revolução alimentar e nós queremos fazer parte dela. Acreditamos que a revolução social, cultural e espiritual de que tanto se fala e procura, pode começar no prato.

É aqui que também se encaixa o projecto Comer Amor, uma empresa de catering para eventos, workshops e serviços de “chef ao domicilio”  que utiliza as máximas da cozinha ecológica, local e de agricultura biológica. O objectivo do Comer Amor é informar e prestar serviços de comida de qualidade.

Trazer até às empresas, marcas ou particulares a oportunidade de oferecer aos seus convidados, clientes ou amigos, comida biológica, saborosa e etnicamente ecléctica.

Os Workshops estão disponíveis para grupos de diversos tamanhos de acordo com as necessidades dos “alunos”. A ideia é divulgar o mais possível as opções às comidas pouco saudáveis que temos vindo a consumir.

Estamos no Faceboook e gostamos muito de ouvir as tuas histórias também por isso, chega-te à mesa.

Por lá muitas dicas, conversas e questões.

Até já. V

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Heróis: Catarina Palma e o Coração Nómada

Hoje vou falar-vos da primeira  viajante a integrar a lista de Heróis do Eating Tales. Chama-se Catarina Palma, tem 26 anos, nasceu no Alentejo e é jornalista de profissão. No coração, é nómada, viajante, artesã e escritora.

O projecto da Catarina, Coração Nómada começa com uma viagem de 1 ano pelos 12 países da América do Sul e segue por destinos a planear.

[caption id="" align="aligncenter" width="494"] Catarina Palma - Coração Nómada : Foto por Sara Pargana Broring[/caption]


Quando ouvi falar no projecto da Catarina na página de Facebook do Coração Nómada pensei logo em convidá-la para partilhar algumas das suas aventuras aqui por estes lados. Já pensaram bem nas coisas boas que ela vai ver, ouvir e provar durante um ano por terras Sul-Americanas? E ela aceitou. Então, é com muito prazer que vamos receber algumas crónicas  culinárias da Catarina durante estas suas viagens.  Já quase lhes sinto o sabor.

Mas a viagem da Catarina é sobre muito mais do que comida. O Coração Nómada dela está integrado no projecto jornalístico Coração Luso que tem como objectivo revelar e contar histórias inspiradoras sobre as vidas de Portugueses espalhados por todo o Mundo. A Catarina vai  também em busca e ao encontro dessas histórias Planeta adentro.

Conheçam mais sobre a Catarina e leiam a entrevista sobre a sua viagem e projectos futuros no nosso Mural de Heróis. 

Visitem também o blogue do Coração e a página de Facebook para seguirem de perto toda a viagem. V

 

 

sábado, 27 de outubro de 2012

Garam Masala de Legumes

Tenho uma grande paixão pela culinária asiática e pelas suas histórias. Ela é mística e mágica e não tem vergonha.

Hoje vou-vos receitar uma adaptação minha de um prato Indiano de Garam Masala de vegetais.

De onde vem esta receita não sei bem mas tenho a certeza absoluta de que já foi feita muitas e muitas vezes um pouco por toda a Índia. Com um ou outro ingrediente ou técnica a mais ou a menos, não vos sei dizer se quem se lembrou dela pela primeira vez estava no Norte ou no Sul, no Este ou no Oeste Indiano. No entanto, posso arriscar que o mais provável é que tenha sido no Norte da Índia onde o uso da garam masala é mais comum embora não exclusivo.

Não me admirava estar a roubar esta receita a um qualquer antigo chef Kashmiri. Então os créditos vão para a generosidade culinária que habita as esferas celestes redundantes do céu e de Terra. Sim.

A garam masala é a estrela principal da história que se come. Então, Garam ( quente, acondimentada/picante) Masala (pasta, mistura) é o nome de uma misturada acondimentada de especiarias. Certo.
Um pouco por toda a Índia esta mistura varia, com especiarias que se somam e outras que se subtraem ao almofariz, e nenhuma versão é considerada mais genuína do que a outra. É flexível assim.

[caption id="attachment_102" align="aligncenter" width="617"] Especiarias comuns utilizadas na Garam Masala Indiana. Foto por Holger Casselmann, utilizado sob a licença Creative Commons com licença do autor.[/caption]

Nesta receita utilizei uma fórmula de garam masala muito comum no Norte da Índia. Para fazer a pasta utilizei as seguintes especiarias:

Canela em pó
Cardomomo verde, castanho e preto
Grãos de Pimenta branca e preta
Sementes de Cominhos
Cravinho

Para fazer a garam masala, tostam-se todas as especiarias menos a canela, que nesta receita vamos usar já em pó. Tostar e moer paus de canela em casa é um processo que requer alguns equipamentos específicos e neste caso, apesar das especiarias inteiras serem sempre preferíveis, este é um dos casos onde faz sentido utilizar a canela em pó.

Para aprenderem a tostar especiarias, recomendo o slide-show no blogue Serious Eats:

Slide Show | How to Toast Spices | Serious Eats.

Todo o blogue é muito interessante para quem gosta de culinária e os slideshows ensinam facilmente.

Depois de tostadas, as especiarias devem ser moídas. Com almofariz, ou moinho de café ou moinho de especiarias. Junta-se no fim a canela em pó, e temos uma garam masala.

Depois passamos aos legumes. Para este receita sugiro ( apesar de funcionar com basicamente qualquer vegetal ou legume):

* As quantidades são a olho e a gosto do cozinheiro. Tanta liberdade, não se assustem.

brotos de espinafre
alho francês
cebolas
cenouras
tomates vermelhos
pimento vermelho
pimento laranja
couve coração
repolho

[caption id="attachment_101" align="aligncenter" width="612"] Garam Masala de Legumes em preparação - a saltear os legumes. Foto Eating Tales.[/caption]

Depois a história segue assim. Numa frigideira grande, deitas uma colher de sopa de óleo de côco prensado a frio e colocas a garam masala. Deixas libertar os aromas por uns minutos e misturas pequenas e finas tiras de raiz de gengibre fresco. Deixas aromatizar outra vez. És paciente e curioso. Provas tudo enquanto fazes, compreendes e sentes a alquimia do que estás a fazer. Mandas umas pepitas tímidas de sal marinho. Juntas a cebola em rodelas. Douras a choradeira e juntas os vegetais.

Primeiro o alho francês, a cenoura, e os pimentos. Depois os tomates, a couve e o repolho e por fim os espinafres.

Já pareces um cozinheiro kashmiri a preparar um roghan josh como manda a tradição: por decreto em honra sagrado, não falhar a ordem dos ingredientes.

Um dia vou contar-vos uma história sobre dois chefs Kashmiri e a receita do roghan josh, uma receita que curiosamente foi adoptada tradicionalmente pelos dois tipos diferentes de culinária Kashmiri, a Pundit/Pandit ( de influências Budistas) e a culinária Kashmiri Islâmica. Apesar de inspirações religiosa diferentes, ambas as culinárias acabaram por adoptar o mesmo prato como um dos pratos que as define culturalmente. Os Kashmiri Islâmicos chegaram mesmo a incluir o roghan josh na tradicional refeição de 36 pratos,Wazwan, a qual é descrita por eles como definição da sua indentidade cultural. Mas os espinafres já estão salteados. Volta para a frigideira.

[caption id="attachment_107" align="aligncenter" width="530"] Preparação do Wazwan - foto de Mahindra Homestays.[/caption]

Então, depois é deixar os verdes saltear um pouco. Deixar saltear 6 minutos a partir do momento em que se colocam os espinafres. Depois, despejar leite de côco, tapar e deixar cozinhar mais 6 ou 7. Provar e decidir se os legumes estão no ponto e saborosos. Terminar com umas salpicadelas de sementes de papoila e coentros picados de fresco.

Se quisesses chamar a esta uma refeição vegetariana kashmiri, podias adicionar-lhe um arroz ligeiramente pegajoso como eles lá gostam. Eu também gosto. Bom apetite.

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